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Advento e Direitos Humano 2017 – Litanias

Assessoria Regional para Promoção dos Direitos Humanos – 3RE

Advento e Direitos Humanos 2017

Compartilhamos aqui duas litanias para o Advento e Natal preparadas pela Bispa Hideíde Brito Torres

 

Litania de Confissão

Está escrito: “Estando (José e Maria em Belém), aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

Confessamos-te, Senhor, que ainda hoje há muitas pessoas sem lugar neste mundo. Lamentamos que tantos povos vivam hoje sob a tirania da exclusão, da migração forçada e dos assentamentos que roubam a dignidade da vida.

Está escrito: “Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem aos hebreus, lançareis no Nilo.” “Enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo.”

Confessamos-te, Senhor, que muitas vezes as autoridades têm matado nossas crianças, jovens e pessoas idosas, com sua má política, seus conchavos, seus interesses particulares. Têm deixado morrer gentes pela fome, pela violência, pelo desleixo, pelas doenças, pela miséria absoluta, pelas disputas de poder.

Está escrito: “Deixai vir a mim os pequeninos, e não os embaraceis, porque deles é o Reino dos céus.”

Confessamos-te, Senhor, que temos atrapalhado o caminho das crianças até o céu, fazendo exigências, sendo intolerantes com sua alegria e o barulho que elas provocam. Temos feito com que elas cresçam depressa demais, adaptando-as às necessidades do mercado de trabalho quando ainda estão na idade de brincar despreocupadamente.

Está escrito: “É chegado o credor para levar os meus dois filhos para serem escravos”, disse uma viúva ao profeta Eliseu. Etambém está escrito: “As praças ficarão cheias de crianças, que nelas brincarão”.

Confessamos, Senhor, que nossas crianças têm sido escravizadas no trabalho infantil, na exploração e violência física e sexual, na prostituição e no uso de drogas. A praça, lugar da brincadeira, se tornou casa, abrigo, escola do roubo e da violência. Também confessamos o trabalho escravo dos imigrantes, dos jovens empobrecidos e empobrecidas, a negação dos direitos trabalhistas eos salários em atraso dos servidores e servidoras públicos. Perdoa-nos, Senhor!

Mas ainda há uma esperança! Está escrito: “Ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles! Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer Deus Conosco)”.

Graças a Deus por sua semente de esperança, num reino justo e sem fim, no qual o governante é aquele Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncípe da Paz, que veio e voltará! Maranata! Aleluia!

 

 

 

Litania das cores da paz

por Hideíde Brito Torres

(à medida em que a litania é lida, pessoas vão ao altar e fazem com suas mãos marcas coloridas de tinta no tecido branco)

Celebrante: A paz não é feita só do branco das bandeiras de cessar-fogo. Nossas mãos a constróem no gesto amigo, no amparo afetuoso, na acolhida generosa, no perdão concedido. Sob a Palavra de Deus, que nos inspira e fortalece, queremos ser os que Cristo chamou de bem-aventurados: os pacificadores, os filhos de Deus!

Todos: Queremos fazer a paz com a cor da terra e de seus frutos, para que ninguém passe fome! (uma pessoa faz as marcas marrons no tecido do altar)

Celebrante: Queremos fazer a paz entre as etnias dispersas pelo preconceito (pessoas fazem marcas pretas, amarelas, vermelhas e rosadas no tecido do altar).

Todos: Queremos fazer a paz preservando a água dos rios e mares, pois a natureza também precisa de paz em meio à depredação do meio-ambiente (uma pessoa faz marcas azuis no tecido do altar).

Celebrante: Queremos fazer a paz nas relações entre os países, de modo que os que detêm mais recursos financeiros possam lembrar-se dos empobrecidos (uma pessoa faz marcas verdes no tecido do altar).

Todos: Queremos fazer a paz dentro de nossa casa, para que resplandeçam como o sol os rostos de nossos filhos e filhas, alegres e protegidos da violência em todas as suas manifestações (uma pessoa faz marcas amarelas no tecido do altar).

Celebrante (Elevando em suas mãos o tecido manchado de cores): Dizem que o branco é a soma de todas as cores. Se assim é, por isso o branco simboliza a paz e a justiça. Pois só na convivência fraterna de todas as pessoas, na variedade de cores de suas capacidades, desejos e necessidades, em respeito e afeição, é possível conhecer a paz. Tendo em mente o mandamento de Jesus pelo amor e unidade, oremos.

Todos: Cristo ressurreto e vivo, que da escuridão da morte saíste para resplandecer como o sol da vida, Te louvamos porque o desejo de nosso coração encontra amparo na dinâmica de teu Espírito, que nos fortalece enos anima. Espírito Santo, que com o brilho do fogo rompeste os limites das línguas para unir os povos num mesmo louvor, Te louvamos porque podes nos conduzir a romper todas as barreiras da inimizade. Deus Santo, Criador e Sustentador da Criação, que com tanta variedade fizeste tudo o que há no mundo, Te louvamos por nos mostrares que o respeito na diversidade é uma das origens da paz. Amém.

 

 

 

 

 

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Advento e Direitos Humanos 2017 – 4 Domingo – Recursos para a Prédica

ASSESSORIA DOS DIREITOS HUMANOS – 3ª RE

 

RECURSOS PARA PRÉDICA DO 4º DOMINGO DO ADVENTO

Marcelo Carneiro

24/12 – TEMA: A LUTA CONSTANTE POR DIREITOS

 

LEITURAS PARA REFLETIR SOBRE O TEMA

 

Lucas 1.46b-55 (NVT)[1]

46b“Minha alma exalta ao Senhor!

47Como meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador!

48Pois ele observou sua humilde serva,

e, de agora em diante, todas as gerações me chamarão abençoada.

49Pois o Poderoso é santo,

e fez grandes coisas por mim.

50Demonstra misericórdia a todos que o temem,

geração após geração.

51Seu braço poderoso fez coisas tremendas!

Dispersou os orgulhosos e os arrogantes.

52Derrubou príncipes de seus tronos

e exaltou os humildes.

53Encheu de coisas boas os famintos

e despediu de mãos vazias os ricos.

54Ajudou seu servo Israel

e lembrou-se de ser misericordioso.

55Pois assim prometeu a nossos antepassados,

a Abraão e a seus descendentes

para sempre.”

 

Romanos 16.25-27 (Adaptado da Bíblia Interlinear)

25Àquele que é capaz de confirma-los segundo o meu evangelho

e a pregação de Jesus Cristo,

segundo a revelação do mistério

guardado em silêncio por tempos eternos,

26mas agora manifestado através dos escritos proféticos,

segundo o mandamento do Deus eterno

para obediência de fé,

dado a conhecer a todas as nações,

27ao único e sábio Deus mediante Jesus Cristo,

a quem seja a glória para sempre, amém.

 

Lucas 1. 26-38 (NVT)

      26No sexto mês de gestação de Isabel, Deus enviou o anjo Gabriel a Nazaré, uma cidade da Galileia, 27a uma virgem de nome Maria. Ela estava prometida em casamento a um homem chamado José, descendente do rei Davi. 28Gabriel apareceu a ela e lhe disse:

– Alegre-se, mulher favorecida! O Senhor está com você!

      29Confusa, Maria tentou imaginar o que o anjo quis dizer.

      30– Não tenha medo, Maria – disse o anjo -, pois você encontrou favor diante de Deus. 31Ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Jesus. 32Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu antepassado Davi, 33e ele reinará sobre Israel para sempre; seu reino jamais terá fim!

      34Maria perguntou ao anjo:

– Como isso acontecerá? Eu sou virgem!

      35O anjo respondeu:

– O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Portanto, o bebê que vai nascer será santo, e será chamado Filho de Deus. 36Além disso, sua parenta, Isabel, ficou grávida em idade avançada. As pessoas diziam que ela era estéril, mas ela concebeu um filho e está no sexto mês de gestação. 37Pois nada é impossível para Deus.

      38Maria disse:

– Sou serva do Senhor. Que aconteça comigo tudo que foi dito a meu respeito.

E o anjo a deixou.

 

Tito 2.11-14 (NVT)

11Pois a graça de Deus foi revelada e a todos traz salvação. 12Somos instruídos a abandonar o estilo de vida ímpio e os prazeres pecaminosos.

Neste mundo perverso, devemos viver com sabedoria, justiça e devoção, 13enquanto aguardamos esperançosamente o dia em que será revelada a glória de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.

14Ele entregou sua vida para nos libertar de todo pecado, para nos purificar e fazer de nós seu povo, inteiramente dedicado às boas obras.

 

Lucas 2.1-14 (15-20)

1Naqueles dias, o imperador Augusto decretou um recenseamento em todo o império romano. 2(Esse foi o primeiro recenseamento realizado quando Quirino era governador da Síria.) 3Todos voltaram à cidade de origem para se registrar. 4Por ser descendente do rei Davi, José viajou da cidade de Nazaré da Galileia para Belém, na Judeia, terra natal de Davi, 5levando consigo Maria, sua noiva, que estava grávida.

6E, estando eles ali, chegou a hora de nascer o bebê. 7Ela deu à luz seu primeiro filho, um menino. Envolveu-o em faixas de pano e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

8Naquela noite, havia alguns pastores nos campos próximos, vigiando rebanhos de ovelhas. 9De repente, um anjo do Senhor apareceu entre eles, e o brilho da glória do Senhor os cercou. Ficaram aterrorizados, 10mas o anjo lhes disse:

– Não tenham medo! Trago boas notícias, que darão grande alegria a todo o povo. 11Hoje em Belém, a cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor! 12Vocês o reconhecerão por este sinal: encontrarão o bebê enrolado em faixas de pano, deitado numa manjedoura.

13De repente, juntou-se ao anjo uma grande multidão do exército celestial, louvando a Deus e dizendo:

14– Glória a Deus nos mais altos céus,

e paz na terra àqueles de que Deus se agrada!

 

15Quando os anjos voltaram para o céu, os pastores disseram uns aos outros:

– Vamos a Belém para ver esse acontecimento que o Senhor anunciou.

16Indo depressa ao povoado, encontraram Maria e José, e lá estava o bebê, deitado na manjedoura. 17Depois de o verem, os pastores contaram a todos o que o anjo tinha dito a respeito da criança, 18e todos que ouviam a história dos pastores ficavam admirados, 19Maria, porém, guardava todas essas coisas no coração e refletia sobre elas. 20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido. Tudo aconteceu como o anjo lhes havia anunciado.

 

O Evangelho de Lucas e o relato do nascimento de Cristo

Introdução

Dos quatro evangelhos canônicos, Lucas é o que mais se dedicou a descrever com pormenores o nascimento de Cristo. Segundo o prefácio do Evangelho, ele fez isso baseado em “testemunhas oculares” que participaram dos eventos. Ele mesmo afirma que “depois de investigar tudo detalhadamente desde o início, também decidi escrever-lhe um relato preciso, excelentíssimo Teófilo…” (Lc 1.3). Não se sabe exatamente quem foi esse Teófilo, que pode, inclusive, ser um título para a comunidade, já que em grego Teófilo quer dizer “amigo de Deus” (Theos = Deus; philos=amigo).

Outra característica específica de Lucas é a vinculação que ele faz da história de Jesus com a história de seu tempo. Em diversos momentos ele indica marcos históricos para dar à sua audiência a percepção de quando as coisas aconteceram, como em 2.1, mostrando que o nascimento de Jesus se deu no tempo do imperador Augusto (ou ainda em 1.5, onde afirma: “Quando Herodes era rei da Judeia, havia um sacerdote chamado Zacarias…”).

Mas nada ocorre por acidente ou coincidência, pois Deus é quem determina os tempos e épocas. Por isso podemos falar numa Teologia da História em Lucas. O nascimento de Jesus se deu no tempo certo, determinado por Deus. Dessa forma ele deseja que sua audiência entenda que a salvação de Deus está chegando de fato, na história e não somente no futuro. É o Deus do hoje, do povo sofrido, para quem Jesus foi enviado cheio do Espírito, a fim de anunciar as boas novas do reino de Deus.

O nascimento de Jesus: considerações literárias e teológicas

Os relatos do nascimento de Jesus têm como principal marca a esperança e a mudança de expectativas quanto ao futuro imediato. Mas o mais interessante é a perspectiva: enquanto Mateus mostra o nascimento de Jesus na perspectiva de José – ou seja, dos homens – Lucas fala a partir de Maria. Nesse caso ele coloca no centro do evento cósmico uma jovem virgem, prometida em casamento a José.

Essa é uma constante na obra lucana, tanto no Evangelho quanto em Atos dos Apóstolos: as mulheres são protagonistas junto com os homens. Elas são discípulas, como Maria, irmã de Marta, que é diaconisa, mas também são provedoras do movimento, como Joana, esposa de Cuza, e Suzana. Sem esquecer de Maria Madalena, que alguns reputam como uma apóstola, junto com os apóstolos.

No caso de Maria, é marcante como ela recebe a notícia, vinda do anjo Gabriel, única vez no Novo Testamento em que ele aparece. O fato dele ter sido nomeado mostra a importância do evento; não foi um anjo qualquer, mas Gabriel, o mesmo anjo que apareceu a Daniel para explicar as visões que ele tinha recebido (Dn 8), e que tinham a ver com o futuro de Israel. A reação de Maria mostra como ela era apenas uma adolescente que não tinha ideia do que estava acontecendo. Mas ao receber toda a notícia, se apresenta a Deus, como serva dele.

O cântico de Maria, conhecido também como Magnificat (palavra que inicia o hino na versão em Latim de Lucas, correspondente a “engrandece”). Esse hino pode ser considerada a versão para a nova aliança do hino de Ana, mãe de Samuel, registrado em 1Samuel 2.1-10. Como Maria, Ana canta esse hino ao saber que ficaria grávida. Diferente de Maria, Ana não era jovem, pelo contrário, tentara ter filhos e até ali não conseguira, por isso era uma mulher frustrada e triste, de acordo com as perspectivas que uma mulher tinha no antigo Israel.

O hino em si não fala da própria situação de Ana, mas das inversões que Deus proporciona em prol dos oprimidos e desfavorecidas e desfavorecidas. A versão de Maria mantém o mesmo princípio; grupos sociais como mulheres, crianças, portadores de deficiência ou doença crônica, ou mesmo pessoas mal vistas socialmente como prostitutas e publicanos (os cobradores de impostos) eram o alvo preferencial de Jesus. Seu ministério foi totalmente envolvido com essas pessoas, que em seu tempo não tinham qualquer tipo de assistência ou direito na sociedade, fato que o Evangelho de Lucas reforça por diversas vezes, desde o momento em que Jesus entra na sinagoga e lê o texto de Isaías 61 (Lc 4.16-30).

Não à toa, Lucas coloca na cena de nascimento não pessoas eruditas, poderosas na sociedade, mas pastores de ovelhas que estavam no campo no momento em que Maria dava à luz o menino. Um anjo anuncia o nascimento a essas pessoas simples, mostrando como Deus se revela a quem quer e não a quem se considera preparado ou santo. O próprio salvador não nasceu num palácio, mas numa estrebaria (espécie de estábulo subterrâneo usado pelos hóspedes da hospedaria para deixar seus animais). Mais uma vez, não foi acidente nem coincidência, mas a direção divina para que seu Filho nascesse totalmente identificado com os pobres e miseráveis do mundo.

Aqueles homens camponeses, pastores de ovelhas, foram até a criança, anunciada como o Cristo, que vem do hebraico mashiah (daí messias). Essa palavra significa “ungido”, e era a designação para os reis de Israel e Judá. Destes Davi foi considerado na tradição como o principal rei, cuja fidelidade a Deus foi tanta que tinha sobre si uma promessa de que nunca faltaria descendente no trono. Mas a história de Israel judaíta mostra que não foi assim. Por isso, na mentalidade do povo comum havia uma grande expectativa acerca do retorno do Messias davídico. Neste sentido, se relacionarmos o fato de Davi ter começado seus dias como pastor de ovelhas, o anúncio dos anjos a estes homens seria como a restauração do verdadeiro messianismo davídico, de um pastor de rebanho, e não do rei guerrilheiro. O ministério de Jesus aponta para a primeira imagem.

Conclusão – louvor pela manifestação do salvador

Tanto Romanos como Tito mostram em seus textos a expressão de louvor e gratidão pela manifestação salvadora na pessoa de Jesus Cristo. Em Tito, onde lemos que “a graça de Deus foi revelada”, no grego temos a palavra epiphanê para a aparição da Graça. Jesus Cristo é a epifania (manifestação) definitiva de Deus para a humanidade, por isso toda a glória deve ser dada ao Pai. As boas obras propostas em Tito devem estar relacionadas às ações de Jesus entre as pessoas, desafio para que a Igreja mantenha na terra o desejo de Deus para com os fracos e desvalidos, cujos direitos são usurpados diariamente, e que sofrem numa conjuntura de desigualdade e injustiça social.

O nascimento de Jesus ainda representa a esperança para muitos que nada têm, e expectativa do agir de Deus para transformar o mundo segundo sua Vontade Eterna. A nós cabe louvar o Pai por seu projeto e dar glórias a Cristo como Senhor da vida.

 

[1] NVT = Nova Versão Transformadora. Editada pela Mundo Cristão, 2016.

Advento e Direitos Humanos 2017 – 4 Semana – Oração nos Lares

NATAL EM FAMÍLIA – Oração nos lares

Por Revda. Margarida Ribeiro

(Essa liturgia poderá ser realizada no quarto domingo do Advento e /ou na Celebração do Natal em família). Duração aproximada 15min

Preparação e orientações: Durante a leitura bíblica, as pessoas previamente indicadas, preferencialmente crianças, poderão colocar os/as personagens do presépio na mesa de centro.

Sugestão: Que as pessoas convidadas possam levar alimentos não perecíveis para serem doados a outra família, que esteja passando por situação difícil, ou a uma creche ou asilo, …

É importante preparar previamente para cada família, um pequeno castiçal com uma vela, ou uma pequena luz artificial que deverá ser acessa em momento oportuno.

Acolhida as pessoas participantes da celebração no lar.

(saudação espontânea)

 

Cântico – H.E 19 – O Nascimento de Jesus [Rev. Robert Hawkey Moreton]

  1. Mal supõe aquela gente, Que a Belém quer ir parar, Que uma luz tão refulgente Vai ali brilhar. É por anjos anunciando, E os pastores logo vêem, Que o Senhor, por Deus mandado, Nasceu em Belém.

Vinde ouvir a doce história

Que dos altos céus nos vem:

O Messias, Rei da Glória,

Nasceu em Belém.

2.Triste mundo! A nova é certa: Teus grilhões desfeitos são! Eis a porta franca, aberta; Sai da vil prisão! Não te mostres duvidoso; Este dom do céu provém; Cristo, Todo-poderoso, Nasceu em Belém. 3.Proclamai a todo o mundo, Toda a raça, toda a cor, Que Jesus o amor profundo Salva o pecador. Confiança plena tende, Não desprezará ninguém. Vinde, os braços vos estende! Nasceu em Belém.
Leitura Bíblica: Mateus 2.1-12 (Durante a leitura bíblica, preferencialmente crianças, poderão colocar os/as personagens do presépio na mesa de centro).

Breve Reflexão: Jesus nasceu em Belém, que quer dizer casa do pão. Nos alegramos nesta noite, pois nos unimos em família para partilhar do pão, o pão da vida.

O texto bíblico nos apresenta muitos desafios, especialmente quando os reis magos, ou magas se reúnem para junt@s seguir a estrela. No caminho encontraram Herodes. É interessante perceber que a estrela, desaparece do texto quando estão na presença de Herodes, ou seja não há luz.

Hoje em dia, também há muitas situações em que não há luz!

Não há luz, quando há fome, não há luz, quando o clamor do povo não é ouvido, não há luz, quando os direitos não são preservados, não há luz, onde não há justiça, não há luz…

Quando saíram da presença de Herodes, eis que a “estrela os precedia”, e seguindo a estrela, chegaram onde estava o menino Jesus, com sua mãe Maria e “prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhes suas ofertas: ouro, incenso e mira”.

Podemos neste momento entregar as nossas ofertas (alimentos não perecíveis poderão ser colocados sob a mesa, para serem oferecidos posteriormente a quem tem fome e sede de justiça), e cada família participante poderá pegar um pequeno castiçal com uma vela retornando ao seu lugar…

E o texto bíblico nos desafia… “Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem a presença de Herodes, regressaram por outro caminho…”

Ainda sonhamos… e quiça possamos discernir a voz de Deus em meio a tantas vozes.

E que possamos discernir os caminhos, as trajetórias, … enfrentarmos a escuridão, “os herodes”, e não nos perdermos pelos caminhos… mas em família caminharmos sempre na direção da luz que é Jesus!

(Neste momento podemos acender a luz, sejam elas artificiais ou velas…)

“A Luz que guiou aos magos, pastores e pastoras ao lugar da esperança, nos guie durante os dias do novo ano”

Cântico: H.E 19 – Noite de Paz [Rev. Joseph Mohr]

  1. Noite de paz! Noite de amor!

Tudo dorme em derredor.

Entre os astros que espargem a luz,

Proclamando o Menino Jesus,

Brilha a estrela da paz!

 

2.Noite de paz! Noite de amor!

Nas campinas ao pastor,

Lindos anjos, mandados por Deus,

Anunciam a nova dos céus:

Nasce o bom Salvador.

3.Noite de paz! Noite de amor!

Oh! Que belo resplendor

Ilumina o Menino Jesus!

No presépio do mundo eis a luz,

Sol de eterno fulgor!

(Encerrar com o abraço da paz! Em seguida confraternização familiar)

 

 

Advento e Direitos Humanos 2017 – Liturgia – 3º. Domingo

3º DOMINGO, TEMPO ADVENTO, COR LITÚRGICA ROXA

TEMA: COMO MORREM OS DIREITOS

CAMPANHA: CUIDAR DOS DIREITOS PARA CUIDAR DAS PESSOAS

DATA: 17/12/2017

SUGESTÃO DE FERNANDO TAMBUCCI, COM ADIÇÕES DE PEDRO NOLASCO.

 

https://latuffcartoons.wordpress.com/tag/jesus-cristo/ – Cristo campesino: Dibujo para el Movimiento Campesino Jirajara, de Venezuela

 

AMBIENTAÇÃO: DURANTE OS QUATRO DOMINGOS DO ADVENTO, USA-SE A COROA DO ADVENTO, COM QUATRO VELAS QUE VÃO SENDO ACESAS EM CADA DOMINGO. ASSIM, CONFORME AS LUZES VÃO SE SOMANDO NA COROA, SINALIZA-SE QUE O NATAL ESTÁ CHEGANDO. A COR DO ADVENTO É O ROXO. ALGUMAS COMUNIDADES GOSTAM DE INICIAR O ADVENTO COM UMA TOALHA BEM ROXA E IR CLAREANDO, ATÉ O LILÁS E O ROSA.

 LITURGIA DA CHEGADA

 ¯ PRELÚDIO: FUNERAL DE UM LAVRADOR (ARRANJO CHICO BUARQUE)

– RECOLHIMENTO A ORAÇÃO E A MEDITAÇÃO

-ORAÇÃO

-SAUDAÇÃO E ACOLHIMENTO: BOA NOITE A TODOS E TODAS! MAS ESTA NOITE EXPERIMENTAMOS O MILAGRE DE EXPERIMENTARMOS ESTA CELEBRAÇÃO. SINTAM-SE ACOLHIDAS E ACOLHIDAS! ESTAMOS NOS APROXIMANDO AO FINAL DE MAIS UM ANO. 2017 FOI UM ANO DE INTENSAS LUTAS PARA AQUELES E AQUELAS QUE LUTAM E EXPERIMENTAM A VIDA DOS POVOS OPRIMIDOS (POBRES, NEGROS, MULHERES, CRIANÇAS, IDOSOS, TRABALHADORES, LGBTS, SEM-TETOS…). AS TENSÕES SE ACIRRARAM E O SISTEMA CAPITALISTA TEM ABARCADO FEROZMENTE AS CLASSES TRABALHADORAS SUPRIMINDO DIREITOS, MARGINALIZANDO MOVIMENTOS SINDICAIS E SOCIAIS, PROMOVENDO RETROCESSOS. EM QUE PESEM ESTAS SITUAÇÕES O CHAMADO POVO DE DEUS E PARTICULARMENTE OS METODISTAS SÃO CONSTANTEMENTE CHAMADOS A LUTAR NOS MOLDES ENSINADOS POR JOHN WESLEY QUANDO PROFERIU QUE “NÃO HÁ SANTIDADE QUE NÃO SEJA SOCIAL” E “ REDUZIR O CRISTIANISMO A UMA EXPRESSÃO SOLITÁRIA É DESTRUÍ-LO”, CONVOCANDO TODOS E TODAS A ALIARMOS FÉ E OBRAS, COMO ENSINADO NAS NOSSAS ESCOLAS DOMINICAIS, NÃO PODEMOS DEIXAR DE NOS ENVOLVER COM OS PROBLEMAS ATUAIS. ASSIM COMO O SENHOR ENCORAJOU MOISES A SEGUIR EM FRENTE (EXÔDO CAPÍTULO 4), NÃO PODEMOS NOS OMITIR! NÃO FOMOS CHAMADOS E CHAMADOS PARA ESCRAVIDÃO, MAS SIM PARA GOZARMOS VIDA EM ABUNDÂNCIA QUE NUNCA SERÁ COMPLETA SEM A LIBERTAÇÃO DE NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS OPRIMIDOS E OPRIMIDAS. FAÇAMOS A NOSSA PARTE COMO HERDEIROS DO REINO E PRINCIPALMENTE METODISTAS. OS DIREITOS CONQUISTADOS, OS DIREITOS PREVISTOS EM LEIS OS DIREITOS MORAIS SÓ SERÃO PRESERVADOS COM LUTA E RESISTÊNCIA! CONSCIÊNCIA E COMPANHEIRISMO FAZEM DESTA CAMINHADA. ASSIM COMO DEUS FALA AO PROFETA, VOCÊ FALARÁ A SEU IRMÃO, E ELE SERÁ O SEU PORTA-VOZ DIANTE DO POVO (EXÔDO CAPÍTULO, 4-16).

 

¯ CÂNTICO DE ADORAÇÃO (SUGESTÃO: HINÁRIO EVANGÉLICO Nº 17 – NATAL OU OU 5 – A NOVA DO EVANGELHO)

 LITURGIA DA PALAVRA

 – PRIMEIRA LEITURA (IS 61.1-4,8-11)

 CONFISSÃO E PERDÃO

 – CONVITE A CONFISSÃO: NESTE MOMENTO, EM NOME DE JESUS CRISTO, O JUSTO, QUE NOS RECONCILIA COM O PAI E INTERCEDE POR NÓS, ABRAMOS NOSSOS CORAÇÕES E MENTES, NOSSO ESPÍRITO, AO ARREPENDIMENTO, À CONFISSÃO E AO PERDÃO, PARA QUE POSSAMOS SER MENOS INDIGNOS E INDIGNAS DE NOS APROXIMAR DE DEUS.

CONFISSÃO DE PECADOS: DEUS, QUE ACOMPANHAS AS PESSOAS EM TODOS OS LUGARES E EM TODAS AS SITUAÇÕES DE VIDA, OUVE-NOS QUANDO A TI CONFESSAMOS: A TI PERTENCE A TERRA, O CAMPO, TUDO. CRIAMOS UMA SOCIEDADE QUE NÃO REFLETE A SUA GLÓRIA E NÃO APRENDEU AS SUAS VIRTUDES, SENDO INJUSTA, GANANCIOSA E EGOÍSTA. APRESENTAMO-NOS COMO DETENTORES DA VERDADE, DAS TERRAS, CAUSANDO CONTENDA E DISCRIMINAÇÃO ENTRE AS PESSOAS. É MOMENTO DE DESPERTARMENTO PAI. SEM A TUA MISERICÓRDIA NÃO SOMOS CAPAZES DE SENTIRMOS A DORES DO PRÓXIMO E NOS COLOCARMOS EM SEUS LUGARES, EM LUTARMOS POR TODOS. BASTA DE INJUSTIÇAS, DE VALORES DISTORCIDAS. NOS ENSINA A TRANSFORMAR A NOSSA FÉ EM OBRAS, ALIANDO AS DUAS PRÁTICAS! Ó DEUS, COMO ENVIASTES JESUS, QUE INJUSTAMENTE E GRACIOSAMENTE ASSUMIU O PECADO DO MUNDO E DEU SINAIS DE UM MUNDO NOVO; OLHA-NOS COM MISERICÓRDIA, NOS PERDOANDO E TRANSFORMANDO NOSSOS CORAÇÕES E MENTES.

– ORAÇÃO SILENCIOSA – MOMENTO DE REFLEXÃO PESSOAL

– ORAÇÃO /PROCLAMAÇÃO DE PERDÃO: DEUS TODO PODEROSO, QUE PERDOA A TODAS PESSOAS VERDADEIRAMENTE ARREPENDIDAS, RECEBE A NOSSA SINCERA SÚPLICA E PERDOA-NOS, ENCORAJANDO-NOS E FORTALECENDO-NOS PARA QUE A PARTIR DE AGORA POSSAMOS TE SERVIR EM NOVIDADE DE VIDA, TRATANDO NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS SEM DISTINÇÃO ALGUMA, NOMEADAMENTE DE RAÇA, DE COR, DE SEXO, DE LÍNGUA, DE RELIGIÃO, DE OPINIÃO POLÍTICA OU OUTRA, DE ORIGEM NACIONAL OU SOCIAL, DE FORTUNA, DE NASCIMENTO OU DE QUALQUER OUTRA SITUAÇÃO. AMÉM!

 ¯ CÂNTICO DE CONFISSÃO.

 – MOMENTO COM AS CRIANÇAS.

(ENQUANTO SE CANTA UM HINO, AS CRIANÇAS SÃO CONVIDADAS A VIREM AO ALTAR PARA QUE A VELA DO ADVENTO SEJA ACESA JUNTO COM ELAS. NESSE MOMENTO, PODE-SE TRABALHAR A IDEIA DA EXPECTATIVA: NESTE DOMINGO É MAIS UMA, ATÉ COMPLETARMOS QUATRO, REPRESENTANDO A CHEGADA DO NATAL! PODE-SE, AINDA TRABALHAR QUE ASSIM COMO MUITAS VELAS ILUMINAM MAIS QUE UMA, MUITAS LAMPADAS DA IGREJA ILUMINAM MAIS QUE UMA, PARA QUE A VIDA E OS DIREITOS DE TODAS AS PESSOAS SEJAM PRESERVADOS, É PRECISO UNIÃO DAS PESSOAS, MOVIMENTO SOCIAIS. QUANDO NÃO HÁ UNIÃO DAS PESSOAS, OS DIREITOS DEIXAM DE EXISTIR E A POPULAÇÃO SOFRE, ESPECIALMENTE AS CRIANÇAS, AS PESSOAS IDOSAS, AS MAIS FRÁGEIS OU SOLITÁRIAS, ENTRE OUTRAS, DE ACORDO COM A REALIDADE DO CONTEXTO DA COMUNIDADE DE FÉ)

ORAÇÃO JUNTO COM AS CRIANÇAS NO ALTAR PARA QUE HAJA UNIÃO ENTRE AS PESSOAS EM TORNO DE CAUSAS COMUNS E DOS DIREITOS.

– SEGUNDA LEITURA (1 TESSALONICENSES 5.16-24)

– PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO (JOÃO 1.6-8,19-28 ou Lucas 46b-55)

PRÉDICA

LITURGIA DA MESA

– OFERTÓRIO – LOUVOR

-LEITURA – SALMO 126

– OFERTÓRIO E RECEBIMENTO DOS PEDIDOS DE ORAÇÃO

 

LITURGIA DA DESPEDIDA

– ORAÇÃO

– ENVIO

– BÊNÇÃO APOSTÓLICA

 ¯ AMÉM TRIPLO

 ¯ POSLÚDIO

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LITURGIA ELABORADA POR FERNANDO BINATTO TAMBUCCI, TEÓLOGO MEMBRO DA IGREJA METODISTA NA MOOCA E ADVOGADO MEMBRO EFETIVO DAS COMISSÕES DE DIREITO E LIBERDADE RELIGIOSA E VITIMOLOGIA E CRIMINOLOGIA DA OAB-SP.

Advento e Direitos Humanos – 2º. Domingo – Homilética

Campanha Advento e Direitos Humano 2018

Assessoria para a promoção dos Direitos Humanos da Igreja Metodista – 3 RE

2º Domingo do Advento

Subsídios homiléticos – elaborados pelo Rev. Luiz Prates

 

Tema: Como nascem os direitos?

Movimentos sociais é um termo da sociologia, surgiu por volta de 1840, com Lorenz Von Stein, que defendia a necessidade de uma ciência que da sociedade que se detivesse no estudo de movimentos dentro dela como movimento do proletariado na França e do comunismo e socialismo emergente. No entanto, os movimentos sociais sempre estiveram presentes no meio da sociedade. Para Touraine os movimentos são o coração e o pulsar da sociedade.

A sociedade se modifica ao longo do tempo, sua forma de se estruturar, o modelo de produção, as relações de trabalho, etc. Em cada modelo implantado está sempre presente as relações de poder, há mais ou menos dominação, marginalização, excluídos … e junto a isso há as manifestações e lutas pela igualdade e justiça.

Na história bíblica isto não é diferente, a começar pelo êxodo. A história do êxodo do povo hebreu é história de um movimento social é na verdade um levante de um povo que tem a convicção de que está vivendo em sofrimento, sendo escravizado. E a palavra de Deus a Moisés é a confirmação de uma situação de opressão. “Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci e vim livrá-lo da mão dos egípcios para …. Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo. Vem agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito.” Ex 3.7-10.

Os textos bíblicos do Antigo e do Novo Testamento mostram as formas de organização da sociedade e sinalizam com mais ou menos evidencia a organização de grupos para fazerem frente os desmandos praticados por grupos dominantes. O biblista Milton Schwantes no final do livro de meditações e estudos sobre o profeta Amós escreve: Na leitura dos profetas é preciso ter olhos para o nível da organização. A pergunta pela dinâmica das relações sociais é incorporada à interpretação. Por isso, no concreto, as relações sociais marcadas pelo tributarismo são mediações hermenêuticas em textos proféticos. O resultado específico de nosso estudo consiste da constatação de que os profetas mantiveram vinculações com organizações concretas, em especial campesinas. Muitas narrações sobre episódios na vida dos profetas já o evidenciam. (SCHWANTES, 1987: 120) Ainda na mesma página, examinando o texto de Amós 2. 6-16 aponta que a denúncia do profeta tem origem no movimento social e ainda que as dores denunciadas propiciam solidariedade e protesto organizado. Ele conclui dizendo que o discurso profético é teológico, mas precisamos também perceber a dimensão histórica.

No tempo de Jesus e das comunidades primitivas não foi diferente. Sempre houve grupos e movimentos que se organizavam para se colocar contra ou a favor da realidade social vigente. Algumas tinham mais êxito na modificação do status quo outras criavam organizações ou comunidades paralelas, como é o caso dos primeiros cristãos.

Ao longo do tempo assim como a sociedade se modifica os movimentos dentro dela também, assim como as formas de identifica-los ou de defini-los. Maria da Glória Gohn define movimentos sociais

Como ações sociais coletivas, de caráter sociopolítico e cultural, que viabilizam distintas formas de organização e de expressão das demandas da população. Na ação concreta, essas formas adotam diferentes estratégias que vão da simples denúncia, passando pela pressão direta (mobilizações, marchas, concentrações, distúrbios da ordem estabelecida, atos de desobediência civil, negociações, etc), até as pressões indiretas. Na atualidade, os movimentos sociais atuam por meio de redes sociais, locais, regionais, nacionais, e internacionais, e se valem em grande medida dos novos meios de comunicação e informação – como a Internet. Por isso, exercem o que Habermas denominou como ação comunicativa. A criação e o desenvolvimento de novos saberes são produtos dessa comunicação. (GOHN, 2002:25)

A ação concreta de denúncias, reivindicações, pressões, negociações … ao longo do tempo tem propiciado garantia de direitos e dignidade de vida para muitas populações, poderia se dizer para a humanidade em geral. É preciso ter claro que todos os avanços em termos de garantia de direitos, ao longo da história, é fruto da mobilização de forças da sociedade que deixam evidentes a opressão e a usurpação de direitos fundamentais e apontam seus direitos e lutam por eles.

No Brasil e na América Latina os movimentos sociais tem fundamental importância, principalmente nas décadas de 60, 70, 80 até meados de 90, nas lutas de redemocratização e garantia de direitos fundamentais. Direitos estes que foram garantidos e que hoje estão ameaçados pelo recrudescimento do neoliberalismo que se revigora.   Muitos destes movimentos foram impulsionados pela Teologia da Libertação. A Teologia da Libertação sistematizada por Gustavo Gutierrez e desenvolvida por outros teólogos latino-americanos e brasileiros como os irmãos Boff, serviram de fundamentação teórica para a práxis dos movimentos e das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base). A noção de libertação foi, desde seu nascedouro, apresentada em uma dimensão global, integral, partindo de “uma reflexão crítica sobre a práxis à luz da Palavra de Deus” (GUTIERREZ, 2000: 28) Nas décadas de 50 e 60 aparecem os primeiros traços da consciência e organização populares na defesa da vida e luta pela dignidade e justiça, movidos pela leitura libertadora da revelação cristã. A libertação é apresentada em três níveis: libertação de situações econômicas e sociais de opressão; transformação pessoal que traz a construção de um homem novo; a libertação do pecado. “Apenas a libertação do pecado vai à frente da injustiça social e de outras dimensões humanas e nos reconcilia com Deus e com os outros”. (GUTIERREZ, 2000: 40).

Neste rastro a Igreja Metodista, revisitando Wesley, aprova o Plano Vida e Missão que mostra a sua identidade e sua missão no mundo e em especial em solo brasileiro. Este documento traz afirmações que são contundentes para o nosso tempo presente, entre elas:

– O Metodismo demonstra permanente compromisso com o bem-estar da pessoa total, não só espiritual, mas também em seus aspectos sociais. Este compromisso é parte integrante de sua experiencia de santificação e se constitui em expressão convicta de seu crescimento na graça e no amor de Deus. De modo especial os metodistas se preocupam com a situação de penúria e miséria dos pobres. Como Wesley, combatem tenazmente os problemas sociais que oprimem os povos e as sociedades onde Deus os tem colocado, denunciando as causas sociais, políticas, econômicas e morais que determinam a miséria e a exploração e anunciando a libertação que o Evangelho de Jesus Cristo oferece às vítimas da opressão. Esta compreensão abrangente da salvação faz com que os metodistas se comprometam com as lutas que visam eliminar a pobreza, a exploração e toda a forma de discriminação. PVM p. 12

– O propósito de Deus é reconciliar consigo mesmo o ser humano, libertando-o de todas as coisas que o escravizam, concedendo-lhe uma nova vida à imagem de Jesus Cristo, através da ação e poder do Espirito Santo, a fim de que , como Igreja, constitua neste mundo e neste momento histórico, sinais concretos do Reino de Deus. PVM p. 15

– A ação social da Igreja, como parte da missão, é nossa expressão humana do amor de Deus. É o esforço da Igreja para que na terra seja feita a vontade do Pai. Isso acontece, quando nos envolvemos em alternativas de amor e justiça que renovam a vida e vencem o pecado e a morte, conforme a própria experiencia e vida de Jesus Cristo. PVM p. 23

Entre os textos bíblicos sugeridos para este domingo está o Salmo 85.

Este Salmo é uma súplica coletiva, o povo clama pela restauração e salvação. Embora o texto não fale em inimigo sabe-se que o povo, embora tenha retornado do cativeiro na Babilônia, era dominado politica e economicamente, dependente e explorado pelo império persa. A terra tinha que produzir para que pudessem vender os produtos e pagar os tributos. Vendiam os produtos da terra para comprar prata e enviá-la ao império persa como pagamento de tributos. O texto menciona 4 vezes a terra ( 1a. 11a. 12a.13b). O povo clama pedindo a Javé: restauração; perdão. A terra não produzindo seus frutos o povo está sem vida. Sem a terra produzindo seus frutos o povo está sem vida, não há motivo para festejar. (v6). Esta suplica dá a entender que o povo estava enfrentando uma grande seca. É um grande clamor, pede que Deus dê a salvação, responda com chuva à terra, para que reconstitua a vida. Dando chuva à terra haverá fruto e vida para celebrar. O clamor é pela vida que nasce da terra.

O texto está estruturado em três partes: as duas primeiras é a oração (1-7) inicia com o reconhecimento da ação de Deus em passado recente, o retorno do exilio babilônico (1-3 onde são lembradas seis ações de Deus e favor de Israel- “favoreceste”, “restauraste” (1), “perdoaste”, “encobriste” (2), “reprimiste” e “refreaste” (3). O segundo momento da oração (5-8) é a suplica. O povo tem a sensação de abandono, parece que Javé o abandonou, sua situação é de morte, a terra não tem vida. A súplica é marcada por quatro pedidos – “restaura-nos”, “renuncia” (4), “mostra-nos” e “concede-nos” (7); A terceira é a esperança profética (8-13) como se uma voz se levantasse em meio a desesperança trazendo o anuncio de que Javé trará paz para quem lhe é fiel. Que significa para o povo da Bíblia, plenitude de bens e de vida. A glória de Deus habitará novamente a terra. “As fiéis misericórdias de Deus tem origem no seu amor segundo a aliança, à qual ele permanece leal em conformidade com a sua fidelidade e retidão, e isso é garantia do bem-estar (paz) a seu povo.”(Biblia de Estudo – NVI)

O versículo 10 traz uma das mais belas expressões bíblicas “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram”. A justiça na Bíblia está sempre relacionada a fidelidade, fidelidade de Deus em cumprimento a aliança feita com seu povo. Deus vai lidar com seu povo segundo a aliança – justiça encontra a paz – o SHALON de Deus. A fidelidade de Deus brotará como o renovo da terra, trazendo vida assim é a fidelidade de Deus.

O salmista encerra com a sinalização do caminha da Justiça, ou melhor que a justiça é dinâmica e que é sinal ou direção para a caminhada do povo. “A justiça irá adiante, dele cujas pegadas ela transforma em caminhos” v. 13.

“ A justiça irá diante dele – O salmista está personificando. A justiça, agindo como arauto ou guia, vai a diante pelo caminho e demarca como Deus vai operar a favor do povo – sendo a justiça perfeita fidelidade de Deus a todos os seus compromissos segundo a aliança.” (Biblia de Estudo – NVI)

O Salmo aponta que Deus continua sendo libertador; a ausência deste libertador representa a falta de vida; aponta para um Deus aliado e libertador, capaz de devolver vida. Um Deus de Amor e Fidelidade, de Paz e Justiça, Salvação. Habita no céu, mas faz brotar na terra a Fidelidade. Está ligado ao símbolo da vida – a terra.

Neste tempo ADVENTO este Salmo é propício, além de recordar as suplicas que são pertinentes para os tempos que estamos vivendo no país e no mundo, ele permite estabelecer relações com Jesus. Aquele que estamos nos preparando para receber no Natal. Jesus é a prova da Fidelidade de Deus para a humanidade. (Jo 1. 15-18). Ele é o Caminho para a Vida (Jo 14.6) . Em Jo 2. 25-35, que narra o encontro do velho Simeão com o menino Jesus aponta para a confirmação da Fidelidade de Deus.(v.32) . A vida de Jesus confirma a Justiça e a Fidelidade de Deus. Jesus perdoou pecados, mostrou-se misericordioso, manso e humilde de coração para com os pequenos e pobres, restaurando a vida dos que eram oprimidos …

É importante lembrar que a vida e ministério de jesus não foi fácil. Ao ler os evangelhos com cuidado vamos observar que jesus em algumas vezes usou de estratégias para preservar a sua vida e poder continuar seu ministério. E ELE ACABOU NA CRUZ.

Advento e Direitos Humanos 2017 – Liturgia – 2º. Domingo

Campanha Advento e Direitos Humano 2018

Assessoria para a promoção dos Direitos Humanos da Igreja Metodista – 3 RE

2º Domingo do Advento

Subsídios litúrgicos – Elaborado pelo Rev. Marciano do Prado

Tema: Como nascem os direitos?

 

Liturgia de Entrada

Prelúdio [sugerimos a música “Cidadão”, composição de Lúcio Barbosa, interpretação de Zé Geraldo, link: https://www.youtube.com/watch?v=YzY7rV7fxgU%5D

Palavra de acolhida

Irmãos e irmãs, toda paz e todo bem! Somos interpelados hoje pela questão: “Como nascem os direitos?”. E a resposta é muito simples: os direitos nascem com a vida. E nós seres humanos, parte consciente da criação divina, percebemos ao longo da história, em meio a períodos sombrios, que todo ser humano tem direito à vida como descrevem as Escrituras no Gênesis, e a liberdade como narrada no Êxodo. A vida em plenitude, dádiva do Criador, somente pode ser experimentada no exercício pleno dos direitos, que recuperam a imagem divina em cada ser humano. O direito à vida e à liberdade se desdobra na conquista da liberdade de opinião e de expressão, no direito ao trabalho e à educação, no direito à saúde e moradia, na liberdade de credo e culto e tantos outros, pois todos eles evocam o caráter fundamental da dignidade de todo ser humano. Por isso que nossos ouvidos se abram ao clamor profético que perpassa o tempo, ecoando: “deixai correr livre o direito como um rio caudaloso, e a justiça como um ribeiro eterno” (Amos 5.24).

 

Cântico Congregacional: “A canção do Senhor na terra brasileira” (Jaci Maraschin)

  1. Como vamos cantar este canto imprevisto, tão distantes do lar, tão num mundo sem Cristo? A canção do Senhor tem de ser verdadeira para ser o louvor, na terra brasileira.
  2. Como vamos cantar se é tão grande a maldade, se tem gente a chorar com temor e ansiedade? A canção do Senhor tem de ser a primeira à injustiça se opor na terra brasileira.
  3. Como vamos cantar se o irmão é explorado, se lhe fazem calar, se ele é sempre anulado? A canção do Senhor tem de ser verdadeira para ser o louvor na terra brasileira.
  4. Como vamos cantar sem amor, liberdade, sem poder partilhar o calor da igualdade? A canção do Senhor tem de ser mensageira de inefável amor na terra brasileira.

 

Oração de adoração

Deus de infinito amor e misericórdia, nós te bendizemos e te adoramos, pois tua presença nos desperta para os valores de vida e liberdade para todas as pessoas, os quais fundamentam a justiça de teu reino. Por intermédio de tua Palavra, e pelo testemunho de tantas pessoas na história que foram inspiradas pelo horizonte de uma realidade transfigurada, lutamos por direitos que garantam a vida e a sua subsistência de forma digna em nosso mundo, movidos e movidas pela compreensão de que teu cuidado paternal e maternal abraça de toda família humana. Cremos que tua vontade expressa infinita bondade e não priva nenhum ser humano de direitos que tornam a vida cheia de valor e sentido. Por isso, seguimos os passos de Jesus teu Filho, amando as pessoas e lutando para que o teu reino de justiça se estabeleça na superação das desigualdades e na encarnação da compaixão. Aceita a adoração daqueles e daquelas que se convencem que teu nome é Amor. Por Jesus Cristo, que deu-nos o direito de sermos chamados/as filhos e filhas de Deus. Amém!

 

Liturgia da Palavra

Leitura das Escrituras: Isaías 40.1-11 (reacende-se a primeira vela do Advento com gestos bem lentos enquanto ocorre a leitura)

Cântico Congregacional: “Renascer na Esperança”, 1ª e 2ª estrofes (Jaci Maraschin, Flávio Irala, Simei Monteiro)

Mulheres, homens, crianças, trazendo flores e mel, a vida tecem com danças rodando num carrossel.

Agora o que mais importa, É renascer na esperança, é renascer, Renascer na esperança.

Os pobres já se alimentam e o pão repartem com fé, e alegres se cumprimentam Maria, Joana e José.

 

Leitura bíblica: Salmo 85.1-2, 8-13 (acende-se a segunda vela do Advento com gestos bem lentos enquanto ocorre a leitura do salmo).

Cântico congregacional: “Renascer na Esperança”, 3ª e 4ª estrofes (Jaci Maraschin, Flávio Irala, Simei Monteiro)

Já não existem mais raças, não mais os muros da cor: nas ruas e pelas praças, louvamos nosso Senhor.

Agora o que mais importa, É renascer na esperança, é renascer, Renascer na esperança.

E já não valem as classes com tristes separações: agora todos têm faces e unidos os corações.

 

Leitura da Epístola: 2 Pedro 3.8-15a

Momento de confissão:

Oração

Querido Deus, confessamos nossa dificuldade remir nosso tempo. Muitas vezes não agimos como discípulos e discípulas daquele que não quer que ninguém pereça na vida indigna, oprimida e violada em seus direitos fundamentais. Confessamos a dificuldade que temos em esperar novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça, pois inúmeras vezes defendemos a ordem injusta do mundo, baseada na exploração dos direitos dos pequeninos e pequeninas. Por teu infinito amor, nos perdoa e nos torna instrumentos da tua paz em nosso mundo, a qual somente será alcançada na saciedade dos direitos que garantem vida abundante para todas as pessoas. Por Jesus Cristo teu Filho. Amém!

Momento com as crianças: [Chamar as crianças ao altar, sugerimos que se faça uma roda, convidando a todas a sentarem-se no chão. Pode-se aproveitar para conversar um pouco sobre os direitos com as crianças baseada na narrativa do vídeo a seguir] Sugestão do Vídeo “Direitos Humanos”, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=hGKAaVoDlSs

Cântico com as crianças: “Arrumando o mundo” [disponível em: http://www.metodista.org.br/escola-biblica-de-ferias-2017%5D

Deus quer todo mundo contente Criou tudo de bom para agente. Construiu um mundo arrumado Mas que agora ficou bagunçado.

Tem gente morando apertado tem gente vivendo brigado. tem gente quem não sabe brincar tem também quem só sabe mandar.

Você também pode ajudar a vida aqui melhorar. De mãos dadas podemos fazer um mundo melhor prá viver.

Afirmação de fé

Credo dos Direitos (Luciano José de Lima e Marciano do Prado)

Cremos que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos

Cremos que todas as pessoas sãos dotadas de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade

Cremos que todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Cremos que todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei

Cremos que todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado

Cremos que todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião

Cremos que a defesa dos Direitos Humanos é um dos desdobramentos com nosso compromisso com o Deus da vida: O Pai, o Filho e o Espírito Santo.

 

Leitura do Evangelho: Marcos 1.1-8

Prédica

 

Liturgia da Mesa

Cântico Comunitário:    Vem, Santo Espírito [Simei Monteiro]

Vem, ó Tu, que fazes novos os sistemas de pensar!

Que às letras das sentido e amplias nosso olhar.

Vem e toca nosso mundo, terra árida de dor!

Neste vale de ossos secos, sopra a vida e o amor!

 

Vem, ó Tu, que intercedes e que gemes junto a nós;

Que ressoas nos lamentos e que aqueces nossa voz!

Sê a chama que alimenta e incandesce o coração.

Vem e rompe, de repente, as amarras da omissão!

 

Vem, ó Tu, que És dom divino, e convence-nos do mal;

Trava as máquinas da morte e da força irracional!

Vem, transforma os planos tolos em projetos de viver;

Vem, inunda nossa era de esperança e de saber!

 

Intercessão pela constante luta dos direitos [pode-se orientar a comunidade a pronunciar pequenas frases de oração, intercedendo pelas situações onde os direitos são violados, pelo cuidado e manutenção dos direitos que foram conquistados historicamente e por avanços sociais que frutifiquem na conquista de novos direitos]

Oração do Pai Nosso [de mãos dadas]

 

Liturgia do Envio

Bênção Cantada [Neusa César – disponível no CD Pelas Mãos de Uma Criança, baixar gratuitamente em: http://www.metodista.org.br/escola-dominical-musicas%5D

A bênção de Deus nosso Pai [mãos erguidas para o céu]

A bênção de Deus, o filho Jesus [mãos tocando o chão]

A bênção de Deus, Espírito Santo, [mão no ombro das pessoas ao lado]

Seja com todos nós.

Abraço da Paz

Campanha Advento e Direitos Humanos 2017

Neste ano, nossa campanha trabalha o tema: Cuidar dos direitos para cuidar das pessoas. Nosso objetivo é refletir e buscar meios de ação na igreja e sociedade frente a atual ofensiva contra os direitos básicos em nossa sociedade. Traçamos um caminho no qual, no primeiro domingo, discutimos como era e em alguns contexto ainda é viver sem direitos em nosso mundo. No segundo domingo, trabalharemos como nascem os direitos, no terceiro, como eles morrem e no quarto domingo, a luta constante pelos direitos.

Participe dessa campanha! Compartilhe sua experiência conosco pelo Facebook ou pelo email:  direitoshumanosmetodista3re@gmail.com

 

1º Domingo – 03/12 – Tema: Um mundo sem direitos

Objetivo: Refletir sobre momentos e situações históricas nas quais os direitos humanos, trabalhistas e sociais não foram respeitados e presença de pessoas e movimentos na resistência nesses contextos.

Textos bíblicos do lecionário:

Isaías 64.1-9; Salmo 80.1-7, 17-19; 1 Coríntios 1.3-9; Marcos 13.24-37

Liturgia

 

2º Domingo – 10/12 – Tema: Como nascem os direitos

Objetivo: Discorrer sobre o papel dos movimentos populares organizados na origem dos direitos humanos e sociais. Desmitificar a ideia de que os direitos surgem do nada ou como concessão de classes dominantes.

Textos bíblicos do lecionário:

Isaías 40.1-11; Salmo 85.1-2;8-13; 2 Pedro 3.8-15a; Marcos 1.1-8

Liturgia

Subsídios para a homilética

 

3º Domingo – 17/12 – Tema: Como morrem os direitos

Objetivo: Discorrer sobre as tensões que existem na sociedade, seja na cidade ou no campo. Explicitar a voracidade dos fortes em contraposição à resistência dos povos oprimidos e a atual perseguição e criminalização dos movimentos sociais. Apresentar aspectos do contexto brasileiro atual para exemplificar a perda de direitos.

Textos bíblicos do lecionário:

Isaías 61.1-4, 8-11; Salmo 126 ou Lucas 1.46b-55; 1 Tessalonicenses 5.16-24; João 1.6-8, 19-28

Subsídios (em breve)

 

4º Domingo – 24/12 – Tema: A luta constante por direitos

Objetivo: Partindo do pressuposto de que na sociedade humana (e em particular na sociedade capitalista) não há plenitude de direitos, discorrer sobre a necessidade de luta constante pela preservação e conquista de direitos. Mais que isso, discutir a necessidade de transformação da lógica de nossa sociedade e envolvimento com movimentos de resistência e construção da justiça social.

 

Textos bíblicos do lecionário:

Observação: Devido ao fato de haver uma forte tradição da celebração dos cultos natalinos no dia 24 de dezembro, e, como neste ano o 4º domingo caiu nesta data, sugerimos o uso dos textos indicados para a vigília de Natal. Apresentaremos, no entanto, como nota da celebração, os textos indicados para o domingo.

2 Samuel 7.1-11,16; Lucas 1,46b-55 ou Salmo 89; Romanos 16.25-27; Lucas 1.26-38

ou

Isaías 9.2-7; Salmo 96; Tito 2.11-14; Lucas 2.1-14 (15-20)

 

Advento e Direitos Humanos – 1º. Domingo

Campanha Advento e Direitos Humano 2018

Assessoria para a promoção dos Direitos Humanos da Igreja Metodista – 3 RE

1º Domingo do Advento – Ano B

Subsídios litúrgicos

 

Tema: O clamor pelo Messias num mundo sem direitos

 

Adoração

Prelúdio: Canto coral ou música instrumental de tema tradicional natalino

Palavra de acolhida: Paz e bem! Chegou o Advento, período de preparação para o Natal. Nossa celebração de hoje baseia-se na proposta litúrgica da Campanha Advento e Direitos Humanos 2018. Celebremos, pois, a expectativa da vinda do Messias no nosso tempo, clamando a uma só voz:

Todos(as): Vem, Senhor Jesus!

Cântico congregacional: Nasce Jesus – Hinário Evangélico nº 20
(Enquanto se canta o hino, é acendida a primeira veja do Advento)

Oração espontânea

 

Confissão

Leitura do Antigo Testamento: Isaías 64.1-9

(a leitura bíblica será transpassada pela reflexão poética. Se houver oportunidade, compartilhar a projeção ou impressão de imagens relativas ao conteúdo do texto do texto)

Leitor(a): No princípio criou Deus os céus e a terra… e no final, viu Deus que era tudo muito bom! Mas o ser humano não se contentou em ser humano. Desumanizou-se, instituindo a lei do mais forte, a lei do poder… Os textos bíblicos que nos falam sobre a ira de Deus, referem-se à sua ira frente aos poderosos que exercem seu poder de maneira tirânica. Referem-se ao exercício do poder num mundo onde inexiste o direito dos mais fracos.

1 Oh! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes tremessem na tua presença, 2 como quando o fogo inflama os gravetos, como quando faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, de sorte que as nações tremessem da tua presença! 3 Quando fizeste coisas terríveis, que não esperávamos, desceste, e os montes tremeram à tua presença. 4 Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera.

Leitor(a): Um mundo onde não existem os direitos é um mundo de barbárie. Na passagem do século 19 para o século 20, a humanidade viu a ganância e o desejo pelo lucro humilhar os corpos dos trabalhadores e trabalhadoras. Crianças e nasciam e morriam nas minas de carvão e nas máquinas da tecelagem. Mulheres e homens eram explorados até o fim de sua curta vida. Corpos escravizados. Povos colonizados e humilhados. O direito começa a surgir do povo, mas o lucro continua ditando as regras.

5 Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos; eis que te iraste, porque pecamos; por muito tempo temos pecado e havemos de ser salvos? 6 Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.

Leitor(a): A miséria ainda assola o povo na cidade e no campo. A lei do mercado continua produzindo a desigualdade. O silêncio dos “justos” acelerando a violência. Após conquistar tantos direitos, nossos povos convivem com tanta barbárie, à luz do dia ou na calada da noite.

7. Já ninguém há que invoque o teu nome, que se desperte e te detenha; porque escondes de nós o rosto e nos consomes por causa das nossas iniquidades.

Interlúdio: Veni, veni, Emanuel (Hino Tradicional – Arr. Philip Lawson – disponível em https://youtu.be/wE6BzoMt0Ro)

8 Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos. 9 Não te enfureças tanto, ó SENHOR, nem perpetuamente te lembres da nossa iniqüidade; olha, pois, nós te pedimos: todos nós somos o teu povo.

Oração de confissão

Leitor(a): Somos barro e tu, Senhor, é o nosso oleiro. Teu mundo precisa ser refeito, Senhor conforme a justiça e o direito!

Todos: Olha, pois, nós te pedimos: somos o teu povo, Senhor!

Leitor(a): Abre nossos olhos, Senhor, para vermos a injustiça que se esconde atrás da lógica do lucro e do mérito.

Todos: Olha, pois, nós te pedimos: somos o teu povo, Senhor!

Leitor(a): Envia-nos, Senhor, ao encontro daqueles que mais sofrem nesse mundo onde os direitos pela falta dos direitos básicos: vida, proteção, saúde, educação.

Todos: Olha, pois, nós te pedimos: somos o teu povo, Senhor!

Leitor(a): Dá-nos força, ó Senhor, para que não permitamos que nosso mundo não seja mais um mundo sem direitos, onde o mais forte explora o mais fraco e não há espaço para a justiça.

Todos: Olha, pois, nós te pedimos: somos o teu povo, Senhor!

Leitura do Salmo: Salmo 80.1-7 – Palavra de esperança

Louvor

Momento das crianças

As crianças são convidadas a se reunirem em torno da coroa do advento com o pastor ou pastora, que explica o significado da coroa do Advento. Destacar que, num mundo onde as pessoas não são respeitadas, reina a escuridão. Quando acendemos uma vela do advento, sinalizamos nosso propósito em vencer a falta de amor e cuidado no mundo. Depois, todos se sentam em círculo no altar para cantar a canção.

Cântico com as crianças: Arrumando o Mundo

Deus quer todo mundo contente
Criou tudo de bom para a gente
Construiu um mundo arrumado
Mas que agora ficou bagunçado

Tem gente morando apertado
Tem gente vivendo brigado
Gente que não sabe brincar
Gente que só sabe mandar.

Você também pode ajudar
Esta vida melhorar
De mãos dadas podemos fazer
Um mundo melhor pra viver.

Atividade com as crianças
Antes de voltarem para os seus lugares, as crianças recebem um material para trabalharem a temática do advento. Pode ser o desenho de uma coroa do advento para ser pintada durante o culto ou algo de acordo com a criatividade da igreja. Uma sugestão para ligar a atividade ao tema é usar a frase: “De mãos dadas podemos fazer um mundo melhor pra viver”.

Leitura da Epístola: 1 Coríntios 1.3-9

Resposta da comunidade: Aguardamos a plenitude do Reino, colocando nossos dons à serviço da missão junto ao povo, na cidade, no campo, onde estivermos. Vem conosco, Senhor!

Cântico com todos(as): Xote da Vitória (Xico Esvael/Laan Mendes de Barros)

Se perguntarem sobre o dia da vitória,
tu dirás com esperança: tudo aqui vai melhorar,
o povo alegre realizará a história
e no fim do tempo certo a colheita se dará.

A fome haverá? Não!
Violência haverá? Não!
Se a nossa força for além da romaria,
o Senhor da harmonia afastará de nós a dor.
/:Lá, laiá, laiá, laiá, lá, iá, laiá, laiá:/

É caminhando com os olhos no futuro,
clareando onde é escuro com a força da união
que venceremos quem vai contra a natureza;
pois sabemos com certeza: prevalecerá a razão.
A fome haverá? Não!
Violência haverá? Não!
A nossa terra terá vida abundante
p’ra que a gente cante e dance
a plenitude do amor.
/:Lá, laiá, laiá, laiá, lá, iá, laiá, laiá:/

(disponível em https://youtu.be/mp3FKgTxgc8)

Edificação

Afirmação de fé: Credo para o Advento (Willian de Mello)

Cremos em Deus que cria e recria a vida e a ilumina com a esperança da plena libertação. Que se identifica com todas as pessoas que batem de porta em porta na busca por um lar, por um lugar seguro, por um modo digno de viver. Que ama mais que pai e mãe e, por isso, jamais nos desampara.

Cremos em Jesus, Deus que se fez criança, experimentando a fragilidade e a aspereza da manjedoura como lugar de exclusão e abandono, para anunciar que sua graça não reconhece limites nem fronteiras. Para apregoar que o Deus-conosco, que provou do cinismo do poder humano, enfrentou e venceu a morte, ressurgiu e nos convida a suplantar a morte em vida continuamente.

Cremos no Espírito, que põe em movimento as forças da vida, transformando o deserto em terra fértil, dores em gritos de alegria, muros em portas de entrada, solidão em abraços solidários, unindo pessoas na construção de um mundo casa de todos os povos em que prevalecem a paz a justiça e o direito.

Cremos na Igreja, lugar de misericórdia e bondade, tenda de Deus para os seres humanos, onde o Deus-criança nos convida a estender as mãos aos peregrinos que vagam em busca de teto, pão e paz.

Cremos no Reino de Deus, novo céu e nova terra, sem fronteiras, sem armas, sem inimigos, lugar de vida plena para todos os povos.

Amém

Leitura do Evangelho: Marcos 13.24-37

Prédica

 

Ação de Graças

Cântico: Vinho e Pão (Vencedores por Cristo)

No nome forte de Jesus
Nos reunimos aquecidos por sua luz.
Por meio do Senhor
Unidos neste amor com vinho
E pão nós celebramos comunhão.

Não me sinto estranho aqui
Este é o meu lugar.
No perdão que tenho em Ti
Aprendo a perdoar

Quem serve o vinho e parte o pão
É o próprio Cristo,
Ressurreto e nosso irmão
O Rei da Terra e céus é
Nosso anfitrião com vinho
E pão nós celebramos comunhão.

Entre o povo do Senhor
Verdadeiro Lar.
Cristo está presente aqui
Neste celebrar.

E logo vamos nos reunir
No grande encontro
Preparado que há de vir.
Na glória do Senhor,
Em todo esplendor
Com vinho e pão
Celebraremos comunhão.

(Disponível em https://youtu.be/s0bCgdBk_AA)

Celebração da Ceia do Senhor (conforme ritual)

 

Dedicação

Oração de intercessão

(A igreja é convidada a destacar as situações nas quais não é respeitado o direito das pessoas, de grupos na sociedade e da população como um todo.)

Litania de Envio

D: Agora que vamos partir para o nosso cotidiano, vem conosco, Senhor.

C: Sem ti, nada somos. Precisamos da tua força para vencermos a barbárie no mundo!

D: Dá-nos olhos para que vejamos o sofrimento do teu povo…

C: …E coração sentirmos compaixão.

D: Dá-nos ouvidos que ouçam o clamor do teu povo sofrido…

C: … E inteligência para discernir as causas da opressão no mundo.

D: Dá-nos o teu abraço afetuoso…

C: … E braços para trabalharmos pelo teu Reino!

Pai Nosso

Amém Tríplice

Poslúdio: Xote da Vitória

 

(Liturgia elaborada pelo Rev. Pedro Nolasco Camargo Guimarães)

 

DH3RE envia carta às lideranças da igreja chamando ao respeito à pluralidade

A Assessoria da Igreja Metodista para Promoção dos Direitos Humanos – 3RE enviou ao Bispo José Carlos Peres, presidente da 3ª RE, ao Colégio Episcopal e ao COGEIME (órgão que gere as instituições de ensino metodistas no Brasil), uma carta solicitando que a igreja atente ao respeito à pluralidade e à liberdade artísticas e de expressão no Brasil.

A carta encontrou ocasião pela manifestação do COGEIME referente ao QueerMuseu. Veja a íntegra do documento abaixo

 

São Paulo, 21 de setembro de 2017

Caro bispo José Carlos Peres, paz e bem!

Recebemos com grande preocupação a manifestação pública do senhor diretor geral do COGEIME e do presidente do Conselho Superior de Administração – Consad, datada de 14 de setembro de 2017, na qual expressam repúdio ao patrocínio do Banco Santander à exposição “Queermuseu – cartografias da diferença na arte da brasileira”, na cidade de Porto Alegre/RS.

Consideramos que nosso país vive um contexto muito delicado no que diz respeito às ameaças à democracia, à liberdade e aos direitos humanos, com fortalecimento de movimentos que cultivam a intolerância, o desrespeito e a perseguição a grupos minoritários da sociedade. Em nossa história recente, não faltam relatos de cerceamentos ao pensamento crítico e artístico, perseguições sociais e políticas, torturas e mortes.

Acreditamos que a semente da barbárie humana habita na não identificação do diferente como humano, que gera o não reconhecimento de sua dignidade e permite dar lugar ao ódio, à perseguição e a grandes atrocidades, cometidas muitas vezes em nome de uma moral ou princípios.

Poderíamos e gostaríamos de ampliar o diálogo e a compreensão sobre os motivos que levam a igreja a não considerar a legitimidade da orientação sexual de lésbicas, homossexuais, bissexuais, transexuais e travestis. Mas consideramos que a abordagem do tema em questão não passa apenas pela vasta discussão referente a orientações sexuais, mas pela defesa da expressão artística como legítima, embora, não necessariamente de acordo com gostos pessoais ou institucionais. Nos estudos preliminares que fizemos, identificamos que grande parte do discurso contrário à exposição baseia-se tão somente em preconceitos e desconhecimento do conteúdo e proposta da própria exposição.

Soma-se a isso, um aspecto ainda mais delicado: preocupa-nos sobremaneira o alinhamento do principal órgão educacional do metodismo brasileiro com movimentos radicais que pregam o desrespeito à pessoa humana e a perseguição ao pensamento crítico, inclusive em sala de aula, movimentos que fazem, para tanto, o uso de recursos falaciosos ou mesmo mentirosos com vistas a ampliar sua projeção e força junto na sociedade.

Consideramos que o caminho do testemunho da graça e do reino de Deus não passa pela perseguição a quem quer que seja ou ao cerceamento da liberdade de pensamento ou artística. Num contexto em que se semeia a intolerância e o ódio, a igreja deve conclamar a sociedade ao amor e ao respeito.

Vivemos num Estado laico e a igreja deve compreender e respeitar a pluralidade com a qual é composta a sociedade, não sendo demais recordar que o povo evangélico já foi minoritário e perseguido em nosso país, que superou este triste episódio de sua história mediante o estabelecimento de um Estado que respeita as diferenças constituintes da sociedade. Ademais, recordamos que o metodismo histórico defende, entre seus princípios, que metodistas são pessoas “respeitadoras das ideias e opiniões alheias” e “defensoras das pessoas oprimidas”.

Não faz muito tempo em que celebramos o “Ano do Perdão” na Igreja Metodista. Tal movimento foi necessário com vistas manifestar o arrependimento pelos caminhos que parte da igreja trilhou na perseguição de seus próprios membros por ocasião do período da Ditadura Militar. Os nomes de jovens metodistas, de homens e mulheres que foram presas, torturadas e mortas não deve ser esquecido, como testemunho da necessidade da igreja jamais legitimar a opressão em nome de Deus.

Expomos, portanto, nosso pesar à declaração em questão e a convicção de que tal pensamento não reflete a posição de nossas instituições de ensino, tampouco da totalidade dos membros da Igreja Metodista em solo brasileiro.

Clamamos ao bispo e ao Colégio Episcopal que considere a necessidade de refletir profundamente sobre a condição delicada que se encontra a sociedade brasileira, jamais assumindo posturas que conduzam à dor e sofrimento de seu povo.

Fraternalmente, em Cristo

Assessoria da Igreja Metodista para Promoção dos Direitos Humanos – 3RE
Subscrevem a carta:
 
Rev. Jair Alves (Assessor)
Alexandre Pupo Quintino
Angelica Tostes
Rev. Danilo Prado
Denise Murbach Fasano
Edson Fasano
Eloina Lima Camargo
Ettore Murbach Fasano
Elvira Rodrigues de Brito
Fernando Binatto Tambucci
Itamara Dias Gomes Lima
Julio Cesar Borges
Revda. Lídia Maria de Lima
Lucas Landim
Lucas Lima Camargo Escobar Bueno
Marcelo da Silva Carneiro
Rev. Marciano do Prado
Marianna Murbach Fasano
Rev. Martin Santos Barcala
Natália Miguel Blanco
Natalia Muller Rodrigues Rosa
Rev. Octavio Alves dos Santos Filho
Paulo Francisco Fernandes Pereira
Rev. Pedro Nolasco Camargo Guimarães
Sandra Duarte de Souza
Rev. Willian de Melo
Viviane Carvalho

Inscrições abertas para curso sobre Direitos Humanos

A Assessoria de Direitos Humanos na Igreja Metodista 3RE e o Núcleo de Formação Cidadã da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) oferecem o curso: Direitos Humanos: Interpretações e perspectivas atuais, com o objetivo de introduzir e discutir história, teoria e práticas de direitos humanos no contexto atual.

O curso será ministrado nos dias 16 e 30 de setembro na UMESP além de uma aula virtual. Destina-se a pessoas interessadas na defesa dos Direitos Humanos e na relação entre religião e Direitos Humanos e é gratuito.

Confira abaixo o programa e clique aqui para fazer sua inscrição.

Programa:

16/09
– Ética e Pedagogia de Jesus – Wesley Fajardo Pereira (NFC-UMESP)
– Mulheres, Direitos Humanos e o mundo evangélico Brasileiro – Valéria Cristina Vilhena (Evangélicas pela Igualdade de Gênero)

30/09
– Educação, Direitos Humanos x Escola sem Partido – Edson Fasano (UMESP)
– Infância e Direitos Humanos – Marcos Antonio na Silva (Projeto Meninos e Meninas de Rua SBC)

Aula virtual
– Fundamentos Históricos dos Direitos Humanos – Oswaldo Santos Junior (NFC-UMESP)

Não há custo de inscrição